top of page

PROJETOS

 Dos quilombos às favelas: mulheres negras, interseccionalidade e acesso às tecnologias da informação e comunicação 

CNPq

Este projeto tem como objetivo geral analisar o acesso, uso e apropriação das

tecnologias da informação e comunicação (TIC) por lideranças femininas quilombolas do estado de Minas Gerais e de favelas do estado do Rio de Janeiro. Partindo de uma perspectiva interseccional que busca articular gênero, raça e território, a proposta vincula-se à “Linha 3 - Políticas públicas para o desenvolvimento social”, dado seu potencial para o fomento de ações governamentais direcionadas a segmentos histórica e socialmente excluídos no contexto brasileiro. Os objetivos específicos são (1) caracterizar o perfil sociodemográfico das participantes; (2) compreender se/como as barreiras de acesso às TIC se interseccionam aos marcadores sociais da diferença elencados; (3) analisar as semelhanças e/ou diferenças no acesso à comunicação pelas participantes, em interface com as vulnerabilidades específicas de sua territorialidade rural/urbana; (4) realizar oficinas de literacia para mídia digital. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e participativa, definida como Pesquisa-Ação (PA), que conjuga métodos distintos da pesquisa social para coleta e análise de dados, visando compreender a realidade local estudada para que posteriormente possa ser realizado um processo de intervenção.

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Edital: Pró-Humanidades/2022

Mulheres rurais: 

do acesso à apropriação das tecnologias da informação e comunicação

FAPEMIG

Este projeto visa analisar o acesso, uso e apropriação das tecnologias da informação e comunicação (TICs) por mulheres rurais da Zona da Mata Mineira. Quatro grupos foram eleitos como participantes da pesquisa: quilombolas do Buieié (Viçosa) e do Córrego do Meio (Paula Cândido); e mulheres do Assentamento Olga Benário (Visconde do Rio Branco) e do Assentamento Denis Gonçalves (Goianá).  A interface pesquisa e extensão se dará por meio do conhecimento da realidade comunicacional das rurais que subsidiarão os trabalhos de extensão, as oficinas de literacia para mídia digital. Ação extensionista que visa contribuir com maior autonomia comunicacional das mulheres, estimulando o desenvolvimento de competências na produção de conteúdo midiático tanto para a geração de renda quanto à articulação política.  A proposta vincula-se ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS-5) que versa sobre Igualdade de Gênero. Especificamente, pretende dar suporte para o cumprimento da meta 5b do Brasil que trata do desenvolvimento de competências na produção de conteúdo e mídias, considerando a pluralidade do espaço rural no que tange ao pertencimento racial, gênero, geração, território e cultura.

Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig)

Edital: Extensão com interface pesquisa/2022

 Mulheres rurais e recursos infocomunicacionais: da desigualdade às estratégias na busca de conhecimento sobre saúde em contexto pandêmico 

FAPEMIG

Entre os brasileiros, os rurais constituem o grupo menos conectado à internet, apenas 53%. A maioria (79%) faz uso exclusivamente pelo celular (TIC Domicílios, 2019). Essa desigualdade é amplificada quando se refere às mulheres rurais, seja pela falta de renda, dificuldade de conexão ou ainda porque os maridos e filhos acabam tendo prioridade na compra e uso do celular. Considerando que o acesso à informação potencializa escolhas adequadas em relação à saúde e diante de uma situação pandêmica vivenciada com a Covid-19, que alterou a dinâmica social, questiona-se: como as mulheres rurais, frente às limitações de acesso à informação e às tecnologias da comunicação, buscaram estratégias para lidar com o coronavírus e zelar pela saúde familiar? Os principais objetivos desta proposta de pesquisa são: 1) analisar e comparar a desigualdade no uso dos recursos infocomunicacionais (informação e tecnologias da comunicação) em diferentes grupos de mulheres rurais da Zona da Mata Mineira (quilombolas, jovens inseridas na educação do campo e agricultoras familiares); 2) conhecer a dinâmica familiar, a divisão sexual do trabalho e a relação de gênero quanto ao acesso às tecnologias; 3) compreender as estratégias adotadas por essas mulheres para obter conhecimento sobre saúde, especialmente para prevenção contra a Covid-19; 4) Mapear as mídias institucionais, públicas e privadas, acessadas pelas mulheres rurais para obter conhecimento sobre saúde.

Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig)

Edital: Demanda Universal/2021

bottom of page